“Insensato Coração” Gabriel Braga Nunes fala sobre seu vilão Léo em entrevista.

 

Gabriel Braga Nunes estreia no dia 17 de janeiro de 2011 como Léo, o vilão de Insensato Coração. Acostumado a interpretar bad boys, ele vive pela primeira vez um antagonista escrito pelos mestres Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Aqui, o ator conta como foram as primeiras semanas de gravação da novela. 

Como estão sendo essas primeiras semanas de gravação?
Fui muito bem recebido. Tenho diversos amigos e colegas antigos nessa novela. Gosto do ritmo intenso porque nos faz descobrir as coisas mais rápido. Trabalho melhor quando a responsabilidade é grande. O único inimigo tem sido o calor… odeio gravar no sol! (risos)

Quem é o Léo?
É um personagem muito estimulante porque muda muito nas diferentes situações e adota comportamentos surpreendentes. Em cada relação, há uma linha de tensão diferente, como se houvesse vários personagens dentro de um só.
É o vilão da história. Manipulador e sedutor. Quer subir na vida a qualquer custo. Vive uma relação conflituosa com o pai. Tem grande afeição pela mãe; é o xodó dela. Tem muita inveja do irmão Pedro (Eriberto Leão), sentimento que os levará a viver grandes embates ao longo da trama.

Como é o seu processo para compor um personagem?
Não componho personagem. Deixo a história conduzir… Aos poucos, o personagem aparece.

Você já interpretou diversos vilões na sua carreira. Interpretar um vilão de Gilberto Braga é um desafio?
Claro que não. Desafio é fazer personagem de autor ruim. Com a qualidade do texto que temos aqui em “Insensato Coração”, os caminhos do personagem aparecem naturalmente. Vários caminhos, inclusive. É muito mais fácil trabalhar com gente boa!

Existe algum vilão escrito pelo autor que esteja presente na sua memória?
Assisti recentemente cenas do Fábio (Assunção) em “Celebridade” e achei excelente! (Fábio Assunção interpretou Renato Mendes, na trama de 2003)

Seu primeiro trabalho na TV Globo foi “Anjo Mau”, em 1997, aos 25 anos. Hoje, mais maduro, o que mudou na sua maneira de atuar?
Naquela época, eu ainda gostava de fazer composição. Hoje, as coisas são mais simples, penso só em respirar em cena, pra me sentir em casa. Presto atenção nos outros para encontrar o lugar de cada relação. De resto, a história conduz.